Read also in English. Lea también en Español.
Na manhã desta quarta-feira (12), o espaço da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Única) e CropLife, na Blue Zone, na COP30, sediou o painel “Produtividade, Eficiência e Biocombustíveis”. A mesa redonda reuniu Felipe Mendes, diretor de Sustentabilidade da Tereos; Catarina Correa, da Bayer; Morten Rasmussen, da Novonesis e Augustin Torroba, do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
O debate abordou biotecnologia, rendimento e eficiência, custo, regulação, políticas públicas e combustível sustentável. Felipe Mendes, da Tereos, explorou análises relativas à união do campo, indústria e demanda no aumento da demanda por etanol. O diretor de Sustentabilidade do grupo francês falou ainda sobre o atual movimento das políticas públicas para destravar investimentos em bioenergia. Financiamento verde em parceria com fornecedores também foi explorado na fala dele.
O executivo da Tereos foi enfático em defender um novo momento para a bioenergia, onde a integração é um valor a ser cultivado cada vez mais pelas empresas do setor. “Precisamos construir uma narrativa comum e deixar de falar em primeira ou segunda geração. Devemos ter uma visão unificada como indústria e trabalhar juntos, empresas de produção, empresas técnicas, organizações como a CropLife, a Tereos e o IICA. Essa colaboração é fundamental, e por isso considero extremamente importante estarmos reunidos aqui”, afirmou Mendes.

Biossoluções
De acordo Morten Rasmussen, Vice-presidente executivo de Recursos Humanos e Relações com Partes Interessadas da Novonesis para cada trabalho criado no setor de soluções biológicas no Brasil, são desenvolvidos 2,5 milhões de trabalho na indústria. Ele destaca a perspectiva de 5 milhões de novas oportunidades a serem abraçadas pelo mercado das biossoluções. “Como as mudanças climáticas estão se tornando cada vez maiores, os agricultores não podem depender do que fizeram para as gerações passadas. Você precisa ter novas maneiras de fazer a agricultura”, disse como reforço e necessidade de se estabelecer protocolos regulatórios flexíveis diante das inovações.
Diesel verde
Em sua contribuição à mesa redonda sobre os biofuels, Augustin Torroba, especialista em Biocombustíveis e Energias Renováveis do IICA explorou dois pontos do debate: o desenvolvimento tecnológico e os avanços que estão ocorrendo, e o que isso poderia beneficiar produtores, empresas e novos negócios.
“E eu diria que há dois biofuels muito bem desenvolvidos. O etanol é um, com muita tecnologia, muito produtivo. E o segundo é o biodiesel. E no biodiesel nós temos duas situações diferentes. Nós temos a fome, o ácido fatigante ester. E eu acho que a última onda de inovação relacionada ou relacionada ao biofuel, foi o HVO (diesel renovável ou “diesel verde”. É outra forma de produzir biodiesel. E vendo isso, eu acho que a nova onda de inovação relacionada aos biofuels líquidos, será o combustível sustentável, aponta Torroba.
A cobertura especial do Amazônia Vox na COP30 tem o apoio da Fundação Itaú, Roche e Tereos.
Assine nossa newsletter aqui
Canal Amazônia Vox