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Com afroturismo, Maranhão projeta riqueza da cultura negra na Amazônia brasileira

Reconhecido como referência nacional em afroturismo, o estado transforma cultura, memória e tradição em desenvolvimento econômico e social.

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Reportagem de Marcelo Moreira. Revisão textual de Carla Fischer. Coordenação de produção de Luciene Kaxinawá.
Este conteúdo integra a série Destino Amazônia, realizada pelo Amazônia Vox com apoio do Sicredi e Sebrae.
Com imagens de Ruandson Chaves, Wanderley Ramos e Fabrício Pereira. Revisão audiovisual por Anna Suav e edição final audiovisual por Márcio Nagano.

Publicado em 20/06/2026 07:00

Cidade dos azulejos, ilha magnética ou Atenas brasileira. A capital do Maranhão herdou títulos que enaltecem marcas do colonialismo, enquanto as ruas de paralelepípedo e os casarões do Centro Histórico guardam a memória do povo negro escravizado e o suor da luta permanente contra a discriminação racial. Foi em 1612 que o Maranhão passou a receber os traços do colonialismo europeu. Primeiro, veio a herança francesa, presente inclusive no nome da capital São Luís, como referência ao rei Luís XIII da França. Depois, prevaleceram as marcas da cultura portuguesa, que influenciaram a língua falada no Maranhão, o modo de vida de seus habitantes, as tradições juninas e a arquitetura do Centro Histórico de São Luís.

No outro lado dessa história estão as violações dos modos de vida dos povos originários e a escravização das populações negras e indígenas. No Maranhão, a resistência desses povos se tornou memória viva, dando origem ao afroturismo, um segmento que, segundo a antropóloga Marilande Abreu, surgiu em 2018, mas ganhou força a partir da pandemia.

Centro Histórico de São Luís
O Centro Histórico de São Luís combina o afroturismo e a tradição da herança colonial. Foto: Ruandson Chaves.
Atropóloga Marilande Abreu
Por um olhar multicultural, a atropóloga Marilande Abreu analisa a relação entre o afroturismo e a cultura maranhense. Foto: Ruandson Chaves.

“A cultura afro-brasileira é formada por diferentes etnias que vieram para cá e que, na configuração da diáspora africana, construíram o que nós temos hoje como cultura popular. Então é muito importante que se possa discutir e pensar o afroturismo para o estado do Maranhão e, principalmente, para São Luís”, disse Marilande.

É por esse olhar que o roteiro turístico ‘Caminho Ancestral’ apresenta São Luís. Os guias levam os visitantes para conhecer monumentos que homenageiam a cultura afro-maranhense e o legado de personalidades importantes para o fortalecimento da identidade e do empoderamento negro na região.

“A gente, com muita felicidade, apresenta para o nosso Centro Histórico uma maneira nova de perceber a nossa própria cidade, a partir de um olhar referenciado e que também considera a narrativa dos nossos povos. Um fato interessante é que 74% das pessoas que se inscrevem no roteiro são pessoas de São Luís que buscam saber a sua própria história. Ou seja, o ‘Caminho Ancestral’ é pertencimento, é aquilombamento. Essa é a história do Brasil também”, disse Anita Machado, presidente do Instituto Da Cor ao Caso, responsável pelo roteiro de afroturismo.

Segundo o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), 79% da população do Maranhão é negra. A cultura afro pulsa forte na veia dos maranhenses e é responsável por movimentar a economia criativa em boa parte do estado. Em abril deste ano, a capital conquistou o título de melhor destino nacional de afroturismo na quarta edição do Prêmio do Afroturismo, promovido pela plataforma Guia Negro.

Anita Machado
Anita Machado é uma voz de impacto na divulgação do afroturismo no Maranhão. Além de ativista, ela mobiliza pessoas a conhecerem o monumento em homenagem à diáspora africana.
Foto: Ruandson Chaves.
Turista de Brasília conduzidos por guia
Guia leva turistas de Brasília a conhecerem a história da herança africana em São Luís. Foto: Ruandson Chaves.

“Muitas manifestações culturais, como o tambor de crioula, o bumba meu boi e outros elementos que nós podemos encontrar na construção que remete ao afrocentrismo, à africanidade, aos nossos indígenas, estão presentes nesse ponto, que é o Centro Histórico de São Luís”, disse o guia de turismo e historiador, Ivanilson Meirelles.

O roteiro começa na Praça dos Poetas, onde estão as estátuas que homenageiam escritores maranhenses, entre eles a escritora Maria Firmina dos Reis, mulher preta liberta que ocupou posição de representatividade em uma sociedade escravocrata. Em seguida, os guias conduzem o ‘Caminho Ancestral’ pela Rua Portugal e pelo Beco Catharina Mina. Os visitantes também são levados a lugares como a Casa do Tambor de Crioula, a Praça da Liberdade e o Museu do Negro.

Para Clara Maciel Aroso, turista de Brasília, o passeio superou as expectativas. Pela primeira vez, a estudante teve contato com o afroturismo e aproveitou a visita para mergulhar no conhecimento sobre a história dos seus ancestrais. “Eu achei muito legal as coisas que foram faladas durante o passeio e entendi melhor sobre a Catharina Mina e Maria Firmina. Não sabia dessas figuras; foi a primeira vez que eu tive contato!”, disse Clara.

O roteiro visita, ainda, o Museu do Reggae. O ritmo que veio da Jamaica se tornou um forte elemento do afroturismo, como explica o turismólogo e diretor da instituição, Ademar Danilo. Ele conta sobre os ancestrais africanos que partiram sequestrados e foram trazidos à força para as Américas da mesma região onde hoje ficam Nigéria, Benin, Gana e Togo.

Museu do Reggae
O roteiro inclui a visita ao Museu do Reggae, onde estão dezenas de fotos que mostram o jeito único de dançar o ritmo no Maranhão. Foto: Ruandson Chaves.
Ademar Danilo
Ademar Danilo, diretor do Museu do Reggae, que estuda as características do ritmo que se consagrou no Maranhão com a população negra. Foto: Ruandson Chaves.

“E o reggae, quando chegou aqui ao final dos anos 60, começo dos anos 70, foi muito acolhido pelos primos ludovicenses dos jamaicanos, mesmo que a gente não soubesse a mensagem, mesmo que nós não conhecêssemos o que o reggae estava dizendo. O reggae influencia o maranhense na sua maneira de falar, na sua maneira de vestir e, principalmente, na sua maneira de dançar”, destacou Ademar.

O Museu do Reggae ultrapassou a marca de 300 mil visitantes nos últimos 5 anos. Nesse período, foram recepcionados cerca de 140 mil turistas. No local, estão expostas obras raríssimas que contam a história do ritmo que deu a São Luís o título de Jamaica brasileira. Foi nesse museu que as amigas Vanessa e Alessandra se conheceram. Juntas, criaram o roteiro ‘Sankofa’, palavra de origem africana que faz referência a um pássaro que tem o corpo voltado para frente e os pés para trás, representando a importância de seguir adiante sem esquecer o passado.

Praia da Ponta d’Areia
O reggae pulsa nos quatro cantos do Maranhão. O ritmo, que é representado pelas cores vermelho, amarelo, verde e preto, pode ser acompanhado pela brisa do mar na praia da Ponta d’Areia, em São Luís.
Foto: Ruandson Chaves.
Coleções de artistas maranhenses
Coleções de artistas reconhecidos no reggae maranhense. Foto: Ruandson Chaves.

“A gente entendeu que a nossa ideia em ação tinha que falar sobre quem vem antes da gente, para a gente olhar para o nosso presente e estar com o pé no futuro”, disse a produtora cultural e cofundadora do roteiro, Alessandra Vieira.

As “guardiãs da memória”, como são chamadas as guias do afroturismo em São Luís, acompanham os visitantes em um passeio pelos principais pontos do Centro Histórico, começando pelo monumento em homenagem à diáspora africana, símbolo da chegada dos africanos ao Maranhão. O roteiro segue por oficinas culturais no Centro Educacional Acapus, onde são realizadas as aulas de trança, capoeira e tambor de crioula.

Vanessa e Alessandra, irmãs de alma
Vanessa e Alessandra são irmãs de alma. Elas participaram de formação e criaram roteiros de conhecimento sobre a cultura africana em São Luís.
Foto: Ruandson Chaves.

“Na diáspora, a gente mostra onde era que os navios negreiros atracavam, o Museu da Cafu, o significado das adinkras que estão nos portões dos casarões, o Acapus, que é uma casa de tambor de crioula. E o próprio tambor de crioula, uma manifestação de matriz africana e que vem de uma história de Gêge e Nagô, são as religiões que mais predominam no nosso Centro Histórico. A gente mostra aquela mulher que sai do serviço e vai dançar o tambor de crioula no Mercado das Tulhas, ou o reggae, e quer usar uma trança na cabeça. O roteiro Sankofa nasce assim”, disse Alessandra.

O monumento em homenagem à diáspora africana
O monumento em homenagem à diáspora africana é composto por pinturas de diversos artistas maranhenses, que representam a luta dos escravizados no período colonial. Foto: Ruandson Chaves.
Centro cultural ACAPUS
A capoeira como forma de resistência é repassada na casa Acapus, uma instituição que recebe as ações do afroturismo. Foto: Ruandson Chaves.

Na capoeira, o mestre Luís Senzala apresenta a arte que é símbolo da cultura afro-maranhense. “A capoeira vem da escravidão. Ela é também voltada para esse esquecimento, vamos dizer assim. Ela foi apresentada nos quilombos, sempre foi feita na senzala. Então, não era possível fazer nada na capoeira porque os senhores não permitiam que nós saíssemos da senzala” disse.

A rota do afroturismo em São Luís leva o visitante ao maior quilombo urbano da América Latina. Assim foi reconhecido pela Fundação Cultural Palmares o bairro Liberdade, na capital maranhense. É onde ecoa nos quatros cantos o som das manifestações quilombolas, entre elas o tambor de crioula.

De acordo com registros históricos, a dança surgiu no século XIX, em quilombos maranhenses ainda durante o regime escravocrata. Essa manifestação é motivada pela devoção a São Benedito e caracterizada pelo movimento circular das coreiras, como são chamadas as mulheres que vivem essa cultura, e os ritmos compostos por toadas e percussão conduzidos pelos coreiros*, os homens.

Foi nesse lugar multicultural que se consolidaram o boi e o tambor de mestre Leonardo, um entusiasta da cultura maranhense que esteve à frente do boi de sotaque de zabumba durante 40 anos. Nascido em Guimarães, no litoral ocidental do Maranhão, ele morreu em 2004, mas sua filha, Cláudia Regina Avelar, deu continuidade à tradição. A sede da brincadeira se tornou atração turística no roteiro ‘Quilombo Cultural de São Luís’, que inclui outros nove destinos pela capital. Pessoas do mundo inteiro passaram a visitar o local e a conhecer a história das tradições do bumba meu boi e do tambor de crioula.

No tambor de crioula
No tambor de crioula, as coreiras vestem saias rodadas floridas, turbante e joias. São elementos que fazem parte da tradição. Foto: Ruandson Chaves.
Umbigada, a transmissão de boas energias e fertilidade
Ao fundo, os coreiros nos tambores. No centro da roda, as coreiras fazem a “umbigada”, um gesto que representa a transmissão de boas energias e fertilidade. Foto: Ruandson Chaves.

“Quando a gente fala desse território, a gente fala das tradições que vieram lá dos quilombos. Eles vieram para cá por conta do êxodo rural. Dentro dessa comunidade, nunca se ouviu tanto falar de visitar esses espaços, ver quem são esses atores e artesãos. Nós não tínhamos isso. E a partir daí, as pessoas conseguem dialogar, chegam mais visitantes. Cada vez que as pessoas vêm nos visitar, a própria manifestação tende a se perpetuar e mais pessoas vão gostar. Por isso é importante que nos vejam, que saibam onde nós estamos”, disse Cláudia Regina Avelar.

Ana Lúcia Ribeiro, coreira do tambor do mestre Leonardo, também herdou a tradição. “Eu sou da religião de matriz africana desde que me entendo por gente. O tambor de crioula entrou na minha vida há quase 10 anos. Para mim, estar no tambor de crioula e colocar toda essa indumentária significa um alívio, um relaxamento e uma descontração. Esse momento que eu estou vivendo é o meu momento, de me sentir mais ainda feliz e distribuir essa felicidade com sorriso no rosto”, contou.

Cláudia Regina Avelar
Cláudia Regina Avelar abraçou a cultura para dar continuidade à missão do pai. Regina se tornou referência quando o assunto é afroturismo em São Luís. Foto: Ruandson Chaves.
Ana Lúcia
O tambor de crioula faz parte da religiosidade para a Ana Lúcia. Ela é uma das coreiras que recebem turistas na casa do mestre Leonardo. Foto: Ruandson Chaves.

Quando recebem turistas, as coreiras e os coreiros chamam todo mundo para a roda do tambor, e os visitantes vivem uma experiência atemporal. “A pessoa fica contagiada e vê que é muita alegria, coloca um sorriso no rosto, porque quando a gente está dançando cai aquela emoção em cima da gente, que transforma. Dançar é transformação”, disse Ana Lúcia.

Foi essa emoção que a coreira Mariana Mendes sentiu há 20 anos, quando teve a vida transformada pelo tambor de crioula. Ela conheceu a manifestação tradicional após sofrer depressão pós-parto, quando buscava se conectar a movimentos culturais. “Eu fui estudar sobre São Benedito, que é o tambor de crioula que, até então, na minha família, eu nunca tinha ouvido falar. Então eu expliquei para todo mundo, disse que é uma dança genuinamente maranhense e incentivei os meus filhos a dançar e a tocar”, disse.

“Quando eu vi o tambor de crioula aqui dentro, fiquei muito encantada. É muito bonita a dança. E aqui no quilombo Liberdade, existe uma mistura de danças. E quando juntam as senhoras, as mulheres mais novas e as crianças, é encantador. Toda pessoa que chega aqui e nunca viu o tambor de crioula sente vontade de pegar uma saia ou então dança sem saia e se joga”, acrescentou Mariana.

O pertencimento a esse berço cultural já nasceu com as amigas Clara Isabelly, de 13 anos, e Juliana Vitória, de 12. As coreiras mirins ingressaram em projetos culturais comunitários e são exemplos de que o tambor preserva saberes passados para cada geração. “Eu gosto muito de participar da cultura, do tambor, até porque eu saio desde quando eu era criança, minha mãe sempre me incentivou”, disse Clara.

Mariana
Mariana conheceu o tambor de crioula e repassa a tradição aos filhos. Ela também é artesã. Foto: Ruandson Chaves.

Para Juliana, estar na roda do tambor significa celebrar a resistência de um povo. “É lindo. A gente tem que mostrar a nossa cultura, a nossa cor, a nossa felicidade também. Eu me sinto muito feliz e faço muitas amizades. A gente precisa dançar alegre”, disse.

As crianças no tambor de crioula
As crianças se reconhecem no tambor de crioula. Elas mantêm viva a tradição com pertencimento. Foto: Ruandson Chaves.

A festa do Divino

A festa do Divino
Entre ruínas e ruas de paralelepípedos, é realizada uma das maiores festas que celebram o protagonismo do povo negro no Maranhão. Foto: Wanderley Ramos.

Enquanto o tambor de crioula nasce da devoção a São Benedito, a festa do Divino Espírito Santo é motivada pelo pagamento de promessas. No Maranhão, essa é uma cultura que nasce em comunidades tradicionais de diferentes regiões do estado. A principal celebração ocorre em Alcântara, município localizado a 91 quilômetros de São Luís, e que possui a maior concentração de comunidades quilombolas do Brasil. São mais de 200 povoados.

“A Festa do Divino é uma festa que vem com os portugueses para o Brasil, chega com os açorianos aqui no Maranhão e é iniciada a fazer toda essa devoção ao Divino Espírito Santo. Mas quando eles vão embora daqui, quem mantém essa fé e essa tradição é o povo negro”, disse Nicole Paula, guia de turismo que comanda um roteiro de afroturismo em Alcântara.

Roteiro turístico para conhecer a história de Alcântara
O roteiro turístico recebe pessoas de vários estados do Brasil e países, que passam a conhecer a história de Alcântara a partir da festa do Divino. Foto: Fabrício Pereira.
Sala que ocorre a manifestação principal da festa do Divino
Itens que compõem a sala onde ocorre a manifestação principal da festa do Divino, em Alcântara. Foto: Fabrício Pereira.
Raul Sales
Raul Sales experimenta licores tradicionais que são produzidos durante a festa para os visitantes degustarem. Foto: Fabrício Pereira.

A festa é realizada anualmente no mês de maio ao longo de 12 dias. É o período em que Alcântara recebe mais turistas: seja para descobrir os significados da tradição, pela curiosidade, ou pela vivência da fé e espiritualidade. A programação conta com a criação de cortes simbólicas, com um imperador ou imperatriz, mordomos, caixeiras e uma comitiva. O ritual representa o compromisso das famílias com o Divino.

Em cada temporada, a economia aquece com a chegada dos visitantes e a divulgação das tradições por meio da festa. “Quando a gente fala de Brasil e de manifestação cultural brasileira, sobretudo afro-brasileira, o Maranhão é maravilhoso. E as pessoas não conseguem nem imaginar. Não está no imaginário, e esse é o poder. É povoar o imaginário, tanto do Brasil, do brasileiro, quanto das pessoas de fora também. A gente olha sim para o afroturismo”, disse o turista de São Paulo, Raul Sales de Araújo.

José Toalhor
José Toalhor é estudante de mestrado na Universidade Federal do Maranhão e pôde conhecer as características da festa em Alcântara. Foto: Fabrício Pereira.

Quem também visitou a festa foi o estudante Francisco José Toalhor, natural do continente africano. “Eu estudei essa história na escola, como os africanos eram buscados para o Brasil, eu pensava ‘ah, é coisa da escola’, mas hoje estou a descobrir isso na realidade, quando vim para o Brasil e vejo algumas estruturas do passado e acabo percebendo que não, a história é real mesmo”, contou.

Na perspectiva de valorização cultural, o afroturismo se consolida como importante vetor de transformação social e econômica no Maranhão. Quem olha para esse potencial, acredita na abertura de espaços e de possibilidades por meio da divulgação do legado do povo negro no turismo maranhense.

“Não só no serviço de hotelaria, mas também no artesanato, na gastronomia, no comércio, no transporte e no entretenimento. Isso atrai não só para a visita de belezas naturais, mas vê o nosso crescimento, vê oportunidade, e identifica. Isso valoriza a nossa identidade”, disse a gerente de pessoa física do Sicredi no Maranhão, Flávia Oliveira.

Flávia Oliveira
Flávia Oliveira incentiva o afroturismo como potência socioeconômica no Maranhão. Foto: Ruandson Chaves.

Nota da Redação:

O termo "corte" no contexto do Império refere-se ao espaço físico de residência do monarca e ao conjunto de nobres, ministros, conselheiros e criados que o cercavam. Mais do que uma simples moradia, a corte funcionava como o centro político, cultural e social do poder imperial.

*coreiros: é a denominação dada à dançarina do Tambor de Crioula, uma tradicional manifestação cultural afro-brasileira originária do Maranhão, que envolve dança circular, canto e percussão.